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Sexta-feira, 6 Março, 2026
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GNL pode ser complementar para transição energética no Brasil

GNL pode ser essencial para concluir processo de transição energética

A transição energética no Brasil já está se tornando realidade, e o GNL pode ser essencial para possibilitar a conclusão desse objetivo.

Com o crescimento de pautas voltadas para um abastecimento limpo e sustentável, o País busca alternativas para migrar a concentração de produção brasileira. Isso pode ser possível graças aos investimentos em gasodutos dentro do território nacional, além do amplo potencial que apresentamos.

Entenda o papel do GNL na transição energética no Brasil e veja a importância desse combustível complementar.

Entenda o processo de transição energética no Brasil 

O processo de transição energética no Brasil tem previsão de acontecer dentro dos próximos anos, substituindo a produção de queima de carvão por gás natural. Isso porque as termelétricas usam entre 50% e 60% de energia a menos em relação às usinas convencionais.

A previsão é que os próximos 15 anos tragam novas perspectivas de implementar o GNL efetivamente no País, com novos investimentos e regulamentações de incentivos governamentais.

Ainda, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mais de 90% do aumento da geração de energia prevista no Brasil virá de fontes renováveis, como solar e eólica. A tendência é manter esse ritmo em 2023 e iniciar a transição energética no Brasil com o uso de gás natural para complementar.

Importância do GNL para a segurança energética do país

O GNL é essencial para a segurança energética do País, pois ele é capaz de manter o fornecimento estável. Uma vez que não depende das condições climáticas, como sol e chuvas, esse combustível consegue ser mais confiável. Ainda, é um componente fóssil limpo, pouco explorado nacionalmente, que pode substituir as usinas antigas.

Em um cenário de ampla procura, impulsionado por conflitos externos, a abundância de GNL no Brasil é importante para permitir a expansão das atividades e se posicionar no cenário internacional, especialmente com os investimentos mais recentes.

“Já existem diversas unidades produtoras em plena operação, tanto terrestres quanto offshore. Temos também alternativas de importação como o TBG (gasoduto Bolívia-Brasil) e seis terminais de GNL ancorados ao longo da costa, que quando somados oferecem mais do que o dobro do consumo de gás de todo o país”, indica Eduardo Antonello, especialista em energia e fundador da Golar Power e da Macaw Energies.

De acordo com o consultor, o Brasil conta com oito terminais de GNL em diferentes fases de implantação.

“Somadas as capacidades de armazenamento desses terminais, quando todos estiverem em atividade, serão mais de 800 milhões de metros cúbicos de gás”, calcula Eduardo Antonello.

O que é GNL?

GNL é a sigla para Gás Natural Liquefeito, um tipo de gás natural que, após purificado, é condensado ao estado líquido por meio da redução da sua temperatura.

Atualmente, é um combustível usado nas indústrias, veículos pesados e automóveis de passeio. Além disso, ajuda nos processos de secagem, fornos de cocção e caldeiras dentro do setor alimentício.

Principais produtores de GNL no Brasil

No momento, o Rio de Janeiro se destaca como o principal produtor de gás natural do país, por conta da infraestrutura e acesso aos principais pontos de extração.

Entretanto, outros estados já estão desenvolvendo projetos de gasodutos, como informou Eduardo Antonello em seu artigo. De acordo com o consultor, o Norte e Nordeste, com foco no Ceará, Sergipe e Bahia, também estão finalizando suas obras.

A transição energética no Brasil

Apesar dos planejamentos, é esperado que o GNL continue como base complementar de abastecimento, e o potencial nacional pode incentivar a competição no mercado externo.

Para Eduardo Antonello, o importante é ter uma visão mais ampla do cenário energético do país e buscar a otimização da infraestrutura instalada, além de aumentar a competitividade da cadeia de suprimentos. 

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